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Roberval Eduão |
Mais que dobrou o número de casos de maus tratos contra animais no
Distrito Federal. Em 2012, segundo a Secretaria de Segurança Pública,
foram registrados 49 caso, enquanto no ano passado,ocorreram 19
incidentes. De acordo com a Delegacia Especial de Meio Ambiente (Dema),
abandonos e mutilações contra cães e gatos são os casos mais comuns.
O delegado da Dema, Ivan Dantas, informou que a maioria dos agressores
alegam desconhecimento de que aquele fato constitui crime. “Alguns
suspeitos dizem até possuir algum problema psicológico”. Os agressores
respondem a processo criminal, podendo pegar de três meses até um ano de
prisão com multa. Se o animal falecer, a pena pode ser aumentada de um
sexto a um terço.
A diretora administrativa da Associação Protetora dos Animais do
Distrito Federal (Proanima), Valéria Sokal, 55 anos, ressaltou a
importância de denunciar. “A medida em que as pessoas vão sendo punidas,
outros casos vão sendo inibidos. Os agressores vão pensar duas vezes em
maltratar os bichinhos”, disse. Segundo a diretora, é de grande
importância registrar o crime. “Filme, tire foto, procure testemunhas.
Com certeza aconteceu muito mais do que 49 agressões”. A diretora cria
mais de 20 cachorros e assumiu ter uma grande paixão pelos animais.
Valéria Sokal já presenciou um crime contra animais em 2011 e resolveu
denunciar. “Um fi lhote de cachorro estava na rua latindo, quando um
rapaz chegou e simplesmente chutou o animal”, disse.
Com a agressão, o fi lhote acabou quebrando a pata e o agressor teve que pagar todo o tratamento do bichano.
Com a agressão, o fi lhote acabou quebrando a pata e o agressor teve que pagar todo o tratamento do bichano.
Segundo a veterinária Bárbara Lopes, abandonos e mutilações como os
casos mais comuns. “Acho uma covardia isso, sabe? Uma moça uma vez
trouxe uma cadela que tinha a orelha bastante machucada, as pessoas
jogavam pedras nela. Com o tratamento ela ficou bem e foi adotada”. Para
a veterinária, os animas sãocomo crianças. “Eles não têm nenhuma
maldade. São indefesos, estão a mercê de pessoas boas”, desabafou.
O disque-denúncia funciona 24 horas e não é necessária a identifi cação do denunciante. Os telefones são: 197 ou 3323-8855.