terça-feira, 19 de junho de 2012

De baladas a preconceitos coloridos



Conheça um pouco do universo gay ,que de acordo, com o estudante de Arquitetura e Designer, Flávio Pala é um lugar de respeito e companheirismo que aceita todas as formas de amor independente do rótulo

Colorido, extrovertido e apaixonado pela moda, Flávio Pala, 19 anos, conversa abertamente sobre sua orientação sexual que de acordo com ele, não é uma coisa que se de descobre, é algo que existe, “A parte mais complicada na verdade é entender o que está acontecendo e aceitar que você é diferente do padrão”, explica. Quando se envolveu pela primeira vez com uma pessoa do mesmo sexo, Flávio tinha 15 anos e revelou que a experiência foi incrível, “Consegui suprir tanto o que eu queria pessoalmente, como sexualmente. Eu já sabia que gostava daquilo antes de ficar com ele. Não foi um tira-teima, eu já me conhecia e me aceitava, só não exteriorizava”, desabafa.
Conhecidas pela luxosidade e pela seleção de músicas, as boates GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) vêm a cada dia sendo mais popularizadas e frequentadas. O estudante diz não abrir mão das baladas gays, “É mais animada, os gays costumam ser mais ligados em música internacional, sempre toca as mais conhecidas”, explica.  Flávio também conta que seus amigos heteros sempre o acompanham, “A gente sempre curte junto. Uma coisa que eu e meus amigos gays deixamos claro é que não é porque temos um amigo hetero que nós vamos ficar dando em cima e agarrando”, sorri. De acordo com o estudante, o estereótipo do gay afeminado e promíscuo ainda existe na cabeça das pessoas e a mídia tem feito muito pouco para desmitificar isso.
“Antes me atingia, mas hoje fico com pena das pessoas por se sujeitarem a coisas tão baixas”, é assim que Flávio Pala define seus sentimentos quando é alvo de preconceito. “Nunca deixei isso me abalar”, conta.  O estudante disse que nunca teve medo de ser alvo de preconceito de seus pais, “Foi complicado contar para eles, mas no fundo  sempre sabem. No início não me aceitaram muito bem, mas depois tudo ficou melhor. Eles me compreendem e apoiam, e isso é sensacional” , afirma. Quando questionado sobre jovens que não se assumiram ainda, Flávio Pala responde sem hesitar: “Vivam a vida da melhor maneira e deem tempo ao tempo. Não adianta se assumir se ainda não tiver aberto a cabeça.
            

12 comentários:

Marijleite disse...

Acho que o importante é respeitar as pessoas independente de sua orientação sexual,enxergar no outro uma ser humano,um semelhante e não vê-lo de uma forma deturpada como alguém inferior.

Espero sua visita: www.petalasdeliberdade.blogspot.com.br

Vagner Figueiredo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vagner Figueiredo disse...

Acho incrível que as pessoas tenham a presunção de achar que conhecem o "mundo gay". E então falam, comentam e dão sua opinião de forma tão aberta, suja e preconceituosa. Ligam o gay a várias coisas e não veem que os outros, os "héteros" fazem a mesma coisa.
Outro dia num chat uma pessoa me disse que gays são propícios a sexo fácil e promiscuidade, e citou os dark-roons. Eu disse a ele que os dark-roons não são diferentes de puteiros, casas de swing ou até mesmo clube de mulheres.
Os "gays" não fazem nada diferente do que os casais de namorados, casados ou amantes héteros fazem. Até hoje eu percebi que os "gays" são mais amáveis, mente aberta para todo tipo de assunto (sem hipocrisia) e muito mais felizes (quando realmente se aceitam). O "gay" é desde da infância ensinado que não pode amar e quando cresce e descobre que isso não existe, (e com sorte não se corrompe), ele ama de verdade. Pois neste "mundo" o amor é coisa rara e quando é descoberto é valorizado. Não é como um casamento hétero, onde as duas partes precisam convenientemente se juntar. Ela para sair da casa dos pais, pois já se torna um peso morto ou e ele que precisa substituir a mãe, mas de forma que possa usá-la sexualmente. - Não generalizando, é claro!
Já percebo a tempos que além de obtusas e vazias, algumas pessoas não reconhecem a própria hipocrisia. Há de chegar um dia que (eu acho), eles deixarão de se importar com que as pessoas pensam e viver suas vidas sem esperar que alguém as aprove. e então se sentiram livres de quererem julgar os outros para se sentirem melhores consigo mesmo. Até lá terei de presenciar toda essa porcaria.

Fabinha disse...

Preconceito é sinônimo de ignorância. Sexualidade é algo, absolutamente, íntimo e pessoal!

ZiCast disse...

Muito interessante, hoje em dia precisamos de mais textos informativos como esse a respeito do tema, parar de preconceito e aprender a lidar com todas as diferença, caminho que na minha opinião é o mais curto para uma sociedade cada vez melhor.
Parabéns.

ZiCast disse...

PS: Siga-nos de volta ;)

Felipe Barreto disse...

Olha, gostei muito do seu template. Show de bola mesmo. Meu blog é parecido com o seu, tem um pouco de jornalismo, um pouco de vida alheia... rsrs

Quanto ao texto, não tenho tempo para lê-lo agora, mas vou favoritar seu blog para mais tarde dar uma lida e comentar de novo.

Fui.

Pergunte a uma mulher disse...

Adorei como você escreve, e o assunto é sempre interessante, concordo com a autora

enricows disse...

Gostei do blog, do post e principalmente do template! Estou explorando seu blog e tem umas entrevistas incríveis =0
Gostei da abordagem do tema, achei uma reportagem bem elaborada... parabéns!

Comente também:
http://enricows.blogspot.com.br/

Lucas Adonai disse...

Respeito é a base de tudo...

Andy A. disse...

muito boas todas as colocações dele , mas há algo que não deveria acontecer neste meio que é o preconceito entre os próprios gays ... afeminados que não gostam dos menos afeminados e vice versa ...mas foi muito boa sua postagem , já estou seguindo seu blog , se puder segue o meu :
http://andyantunes.blogspot.com.br/

Jonathan disse...

Amei! Eu tenho muitos amigos gays e bisexuais, e os amo de verdade, são sensacionais, pessoas Amaveis, mais abertas e inteligentes. Acho incrível, todos nós devemos aceitar-nos e também aceitar as pessoas como são. Acredito eu que gay, não vira gay, gay nasce gay e é isso. É uma pessoas que simplesmente ama de maneira diferente e não vejo nenhum monstro nisso. Se amanhã eu tiver um filho gay, eu o aceitarei como ele é, eu direi a ele para ser o que ele é sem vergonha disso. Cada um de nós somos a soma de pequenos detalhes. Amei o blog e irei seguir.

Visite o meu, este blog é novo, comecei essa semana: http://thelabirint.blogspot.com.br/

Sucesso ai!

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